Brasil já tem sete casos suspeitos

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde informou na tarde de sexta-feira que subiu para sete o número de casos suspeitos da gripe suína cujo nome oficial é influenza A (H1N1) registrados no Brasil. O órgão informou que três dos pacientes estão internados em Minas Gerais, dois em São Paulo, um no Espírito Santo e outro no Rio de Janeiro.

Outras 41 pessoas são monitoradas, conforme o ministério. Nota divulgada no final da tarde de sexta-feira acrescenta que 17 casos monitorados foram excluídos de quinta para sexta-feira dois no Amazonas, um no Mato Grosso do Sul, um em Minas Gerais, um no Pará, quatro no Paraná, sete no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina.

Os 14 Estados onde há pacientes sendo monitorados mas cujos casos não são considerados suspeitos pelos critérios do ministério são: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Ainda não há confirmação de contaminação da doença no país. Os pacientes cujos casos são considerados suspeitos passam por tratamento médico.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, revelou sexta-feira que pretende realizar na próxima semana uma reunião com ministros da Saúde da América do Sul e discutir medidas de conter o novo vírus da gripe H1N1. Temporão reafirmou que considera inevitável a chegada ao Brasil do vírus da influenza H1N1. Mas ressaltou que o governo está bem preparado para enfrentar a doença.

Não há motivo para pânico no momento, não há sentido nenhum agora em comprar máscaras ou buscar medicamentos contra a gripe. A automedicação pode ser até um risco para a gripe lembrou. O ministro voltou a criticar a demora da Organização Mundial da Saúde (OMS) para comunicar a disseminação da gripe. A OMS demorou a avisar o mundo. Isso só foi realizado na madrugada de sábado.

Temporão reiterou também que o Brasil tem estoque de 12.500 tratamentos da doença e matéria-prima para produzir outros 9 milhões. Sexta-feira, o Brasil foi informado de que vai receber na próxima terça-feira kits para diagnóstico rápido da gripe suína. Os kits são produzidos num centro especializado de Atlanta, nos Estados Unidos. Segundo o gerente de Unidade de Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Rubén Figueiroa, o tempo de diagnósticos da gripe suína poderá cair de 15 para dois ou três dias. Os kits serão distribuídos para três laboratórios brasileiros: Butantan (São Paulo), Fiocruz (Rio de Janeiro) e Evandro Chagas (Belém).

Temporão disse também que o plano de contingência do país, por enquanto focado nos portos e aeroportos, pode ser estendido a estradas.

Máscaras

A Gol Linhas Aéreas começou, sexta-feira, a orientar seus funcionários a utilizarem máscaras e luvas como medida preventiva contra a gripe suína. A medida atinge funcionários que atuam na área do desembarque e conexões de voos internacionais e na seção de bagagens perdidas de oito aeroportos brasileiros.

Os aeroportos escolhidos são aqueles em que a companhia aérea tem voos ou conexões internacionais, em Guarulhos (SP), Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, Brasília, Curitiba, Rio e Belo Horizonte. Em nota, a Gol afirma que trabalha em consonância com as orientações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), da Anac (Agencia Nacional de Aviação Civil) e da Infraero.

A precaução da companhia aérea, no entanto, causou preocupação em alguns clientes. Sandra Santana, que foi embarcar dois filhos para uma viagem de Brasília ao Rio de Janeiro, assustou-se com a cena. Isso preocupa muito. Ainda não temos muitas informações sobre a doença e (ver) os funcionários usando a máscara preocupa muito revelou.

Planos adiados

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, informou sexta-feira o cancelamento da ida de funcionários da empresa a Houston, no estado americano do Texas, por causa da gripe suína. Segundo Gabrielli, a empresa será representada na OTC (Offshore Technology Conference), no início da semana que vem, pelos funcionários do escritório da Petrobras, em Houston. Achamos que é melhor preservar a saúde de nossos empregados em uma situação de risco. É uma situação preventiva afirmou. Além do próprio Gabrielli, a maioria dos diretores da estatal participaria da OTC. (Com agências)