Desemprego cresce em regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese

Agência Brasil

SÃO PAULO - Pelo terceiro mês seguido, a taxa de desemprego aumentou em março, na comparação com fevereiro, no conjunto das cinco regiões metropolitanas, além do Distrito Federal, onde é realizada a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade. A taxa passou de 13,9% para 15,1% da população economicamente ativa.

O desemprego cresceu em todas as regiões: São Paulo, 10,4%; Porto Alegre, 12,5%; Recife, 6,3%; Salvador, 3,6%; Belo Horizonte, 8,5%; Distrito Federal, 8,6%. O comércio registrou a maior redução do nível de ocupação, eliminando 145 mil vagas, ou 5,1%, seguida pela indústria, com 30 mil cortes, ou queda de 1,2%; e serviços, com o fechamento de 6 mil postos, ou recuo de -0,1%.

As contratações aumentaram na área da construção civil, que admitiu mais 15 mil trabalhadores, 1,5% acima do registrado em fevereiro. Nos demais setores, que incluem, além da construção civil, os empregos domésticos, o saldo foi positivo em 1,6%, com a abertura de 23 mil novos postos de trabalho.

No período, foram eliminadas 143 mil vagas, ao mesmo tempo em que 110 mil pessoas passaram a disputar as ofertas de emprego, provocando um aumento de 254 mil trabalhadores no contingente de desempregados (3,010 milhões), que é 1% maior do que o de fevereiro último e 0,8% inferior ao de março do ano passado.

O coordenador da pesquisa pelo Dieese, Sérgio Mendonça, destacou, no entanto, que, na comparação com março de 2008, algumas regiões tiveram queda na taxa de desemprego: Belo Horizonte (-10,5%); Distrito Federal (-5,5%) e Salvador (-4,2%). Os dados mostram uma certa desaceleração da capacidade de gerar empregos , disse o economista.

Ele ressaltou que o crescimento nas ofertas tem sido desproporcional ao crescimento da população economicamente ativa nesses últimos meses, ao contrário do que vinha sendo registrado, nos últimos anos.

Mendonça salientou a importância da massa de rendimentos para a recuperação da economia, observando que é um componente decisivo para que não se deteriore o quadro de empregos. No conjunto das regiões pesquisadas, a massa de rendimentos caiu 0,4% em fevereiro.