Gripe suína: especialistas comparam surto à gripe aviária em 2006

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto afirma que há uma tendência, até certo ponto, de comparar a situação atual ao surto de gripe aviária de alguns anos atrás. Neto destaca que, na época, as aves adoeciam e morriam. Com relação aos suínos, no entanto, não há um só animal afetado no México ou em outros países, afirma.

Hoje, o que vemos na TV é a imagem de pessoas com máscaras, não do rebanho suíno infectado, que não existe afirma Neto.

O presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Francisco Turra, também destaca que o surto originado no México ainda não foi isolado em qualquer animal nos lugares a enfermidade foi detectada. Turra afirmou que, no Brasil, o status sanitário do rebanho de carnes é o mais preservado possível.

O vírus não teve origem e nem foi detectado no Brasil. Já passamos, em 2004 e 2005, por um episódio semelhante com a gripe aviária. O vírus foi detectado em animais em países da Ásia, Europa e Estados Unidos e causou mortes de humanos, porém nunca chegou aos plantéis brasileiros. Governo e setor privado realizam ações permanentes para que esta sanidade nas carnes seja preservada , disse Turra em comunicado, onde lembra que, entre os grandes produtores e exportadores de frangos, o Brasil é o único que continua sem qualquer registro de casos de gripe aviária.

Em ofício enviado à diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, o presidente da Abipecs afirma que a evidência é de que o vírus não é transmitido por comida. Este vírus não foi isolado em suíno ou qualquer outro animal até a presente data. Nós entendemos que se trata de um vírus que inclui em suas características componentes suínos, de aves e humanos. Não se justifica a denominação gripe suína .