SP: suspeitos se contradizem sobre morte de irmã de ex-BBB

Portal Terra

SÃO PAULO - A Polícia Civil de Votuporanga, a 519 km de São Paulo, não admite como definitiva a versão apresentada por um dos suspeitos da morte da empresária Carmem Andréa Issa Castelo, 35 anos, irmã do ex-participante da sexta edição do programa Big Brother Brasil (BBB) Carlos Issa Castello, o Carlão. Segundo o delegado João Rossini, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), os suspeitos apresentaram contradições em seus depoimentos. O corpo de Carmem foi encontrado na última quinta-feira em um canavial na zona rural de Votuporanga.

De acordo com o delegado, a versão que se conhece até agora é a de que Carmem foi morta quando tentava contratar capangas para matar seu ex-namorado Juliano Severiano Borges, 30 anos. Segundo Rossini, apenas Antônio Carlos Alves Rodrigues, um dos três presos pelo assassinato, contou que a empresária iria contratá-los para matar Juliano.

- Os outros dois não confirmaram essa versão. Um deles negou a autoria do crime e o outro que admitiu a participação no homicídio, não quis confirmar que Carmem queria contratá-los para matar o ex-namorado - disse o delegado.

Rossini afirmou que o preço que Carmem iria pagar para matar o ex não é unanimidade entre os suspeitos. - Falaram em R$ 10 mil, depois em R$ 5 mil. A única coisa que consta no inquérito é que ela foi morta quando ajudava os comparsas a cavar o buraco no meio do canavial - disse.

Segundo o delegado, as investigações sobre a morte da irmã do ex-BBB vão prosseguir. - Quero afirmar que as investigações não estão encerradas - garantiu.

Rossini disse ainda que Carmem não reagiu aos bandidos e que a polícia está analisando as folhas de cheques que Carmem deu a eles antes de ser assassinada. - Há ainda muitas folhas que não chegaram para nós - disse.

Os matadores teriam sido apresentados a Carmem por um homem conhecido como Tiago que está solto, segundo o delegado. Tiago conheceu Carmem num forró, numa noite de sábado. Carmem teria manifestado ao rapaz o desejo de matar o ex-namorado (dono da guarda do filho do casal, de sete meses) e fugir com o bebê para a Argentina. Carmem teria, inclusive, chamado Tiago para ir junto. No entanto, a participação de Tiago, segundo o delegado, foi somente a de apresentar a empresária aos que seriam, no futuro, seus próprios matadores.