SP: mulher de Andinho é presa suspeita de atentado a jornal

Portal Terra

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira a ex-presidiária Luciane Bernardino de Seixas, mulher do presidiário Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Ela é suspeita de envolvimento no atentado com duas granadas, em 21 de janeiro deste ano, contra o prédio da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) que pública os jornais Correio Popular, Diário do Povo, Já Noticias, Gazetas do Cambui, Ribeirão e Piracicaba e do portal Cosmo On Line.

Além dela, foi presa a advogada Maria Odete Haddad e mais três outras pessoas suspeitas de ligação com o ataque. Os artefatos jogados contra o prédio não chegaram a explodir. Eles foram lançados para dentro de uma sala da RAC. O circuito interno de segurança registrou as imagens de dois homens quebrando um vidro de uma janela e depois jogando as granadas. Não houve feridos, mas o prédio teve de ser isolado.

As cinco prisões foram efetuadas pelo Setor de Crimes Contra o Patrimônio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas a partir de investigações por escutas telefônicas. Outras duas pessoas devem ser detidas nas próximas horas. Os suspeitos têm envolvimento com a facção PCC, segundo a policia.

A policia suspeita que o atentado foi uma represália contra os órgãos de comunicação que publicaram o proclama e um reportagem sobre o casamento de Luciene e Andinho, que ocorreria no inicio de fevereiro. A cerimônia seria realizada no presídio de Presidente Venceslau, interior de São Paulo, onde Andinho cumpre pena de 500 anos por sequestro, formação de quadrilha, assassinato, entre outros delitos. O atentado contra o jornal ocorreu um dia depois das matérias serem publicadas.

Andinho é apontado pelo Ministério Publico como co-autor na morte do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, assassinado em setembro de 2001. O processo ainda corre na justiça e ninguém foi preso por esse crime.