Em testamento, Clodovil doa bens e cria ONG

Portal Terra

SÃO PAULO - A advogada responsável pelo testamento do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), Maria Hebe Pereira de Queiroz, 60 anos, afirmou nesta manhã que o político decidiu, no documento, doar seus bens para instituições de caridade. Segundo Maria Hebe, ele ainda decidiu utilizar um imóvel em Ubatuba (SP) para fundar uma instituição para meninas órfãs, com o nome Casa Clô.

Ainda de acordo com a advogada, o imóvel no litoral paulista não pode ser vendido, pois está em uma área de preservação. Ela disse que vai estudar a viabilidade do projeto.

Quanto à casa do deputado na Granja Viana, em São Paulo, Maria disse que o imóvel possuía uma grande dívida de IPTU. - Eu nem estou contando com o valor desse imóvel, já que a dívida deve ser maior do que a casa vale - afirmou.

O ex-apresentador tem ainda dois processos trabalhistas, um contra a TV Bandeirantes e outro contra a Rede TV, que assim que concluídos vão integrar o espólio. Clodovil não possuía descendentes diretos. A advogada afirmou ainda que o político possuía pouco dinheiro em contas bancárias, pois ultimamente gastava muito com medicamentos.

Clodovil deu entrada no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, às 8h17 de segunda-feira, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Naquela tarde, o deputado teve uma parada cardiorrespiratória de cerca de cinco minutos por volta das 14h15, mas foi reanimado pela equipe médica.

Na terça-feira, Clodovil passou por exames para medir o fluxo de sangue no cérebro e, às 16h, a equipe do hospital anunciou que o deputado apresentava quadro de morte cerebral. No momento em que a equipe se preparava para iniciar o processo de retirada de seus órgãos para transplante, ele teve uma nova parada cardíaca.

O parlamentar já havia apresentado problemas de saúde em setembro do ano passado, quando foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Oswaldo Cruz, na capital paulista, após sofrer uma embolia pulmonar.

Em agosto de 2008, o deputado passou por uma cirurgia para tratar um problema urológico, que surgiu como sequela da retirada de um câncer de próstata, descoberto em Clodovil em 2005, quando ainda trabalhava como apresentador de TV.