BA: menina que teria sido estuprada pelo pai decide ter filho

Portal Terra

SALVADOR - Grávida de quatro meses, uma menina de 13 anos que teria sido estuprada pelo pai, em Guaratinga, a 725 km de Salvador, na Bahia, decidiu não abortar a criança. Como o pai está preso e a mãe já morreu, a menina terá uma conselheira tutelar como representante legal. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O Código Penal prevê que a decisão sobre o aborto em menores de 14 anos seja tomada pelo representante, mas a Promotoria da Infância e da Juventude permitiu que a garota opinasse. Ela manifestou o desejo de não interromper a gravidez. A menina só abortará se a gravidez oferecer risco à saúde dela, segundo o promotor Bruno Teixeira.

O caso foi descoberto na última quarta-feira, pelo Conselho Tutelar, e resultou na prisão do pai. De acordo com a polícia e o Conselho, ele confessou o abuso contra a adolescente. Amanhã, ela será levada para avaliação no Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba), em Salvador, referência para gestações de risco.