Suspeito de matar menina em lanchonete nega atuação no crime

Márcio Leijoto, Portal Terra

GOINIA - O suspeito de matar uma menina de cinco anos e ferir outras cinco vítimas a tiros em frente a uma lanchonete no último sábado, em Goiânia, negou envolvimento com o crime. O eletricista Allan Carlos Alves de Paula, de 19 anos, preso na noite deste domingo, foi reconhecido por pessoas que presenciaram o tiroteio.

A menina Ludmila Sardeiro da Silva morreu após ser baleada na cabeça. Ela saía de um culto com a mãe e outros três irmãos - a mais velha, de 10 anos, foi atingida por um disparo na perna.

Caio Mendes, de oito anos, que estava com o pai e uma prima na praça onde fica o trailer, foi ferido com um tiro no peito e está internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em estado regular.

Allan estaria na garupa de uma moto pilotada por um homem identificado como Jorge Paranaense. A polícia investiga o envolvimento de outras duas pessoas, que estariam em uma segunda moto, conforme relato de algumas testemunhas.

O alvo dos disparos seria Wesley Alves de Morais, de 28 anos, que ficou ferido, mas recebeu alta horas depois. A polícia ainda não sabe qual a motivação da ação, mas investiga envolvimento com tráfico de drogas e crime passional.

Allan foi detido em sua casa, na região norte de Goiânia, e disse que não conhece nenhuma das vítimas. Em depoimento à polícia, ele não deu nenhuma declaração formal. O suspeito foi reconhecido por testemunhas porque, no momento do crime, estaria sem capacete e ainda teria apontado para Wesley. Preso, Allan deve ser indiciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Também foram atingidos pelos disparos Pâmela Sardeiro, de 10 anos, irmã da menina que morreu; Verônica Paes Assunção, de nove anos; e Silvia Regina Raposo Pinheiro, 24. As três já tiveram alta hospitalar.

A polícia aguardou a presença de Wesley na tarde desta segunda-feira na Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DEIH), para esclarecimentos, mas ele não compareceu e nem foi localizado. No dia do crime, ele teria dito a um PM que o crime seria passional porque um dos envolvidos não aceitaria o relacionamento dele com uma mulher identificada como Ana Cláudia. Wesley também disse que tentaram mata-lo há quatro meses.