BH: vítima em queda de elevador diz que momento foi desesperador

Portal Terra

BELO HORIZONTE - A auxiliar de serviços gerais Kéferni Cristina Rodrigues da Costa foi a única que não se feriu gravemente entre o grupo de 11 pessoas que estava no elevador que despencou do 10º andar de um prédio, no centro de Belo Horizonte, nesta segunda-feira. Na porta do Hospital João XXIII, para onde as vítimas foram levadas, ela contou que 'foi apavorante' o momento da queda.

- O elevador estava no 13º andar quando parou. Depois desceu até o 10º andar, parou, e aí caiu de vez. Desceu muito rápido, não deu pra fazer nada. Foi desesperador, as pessoas gritando de dor, chorando - disse ela.

No elevador havia 11 pessoas, incluindo a ascensorista. Depois do acidente, a porta foi aberta por pessoas que estavam no térreo e aguardavam o equipamento para subir o prédio. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros.

A mulher do operador industrial Wesley da Silva Elias quebrou os dois joelhos. Leila Aparecida de Matos Euzébio foi atendida no HPS João XXIII e transferida, na noite desta segunda-feira, para o Hospital Santa Rita.

Elias esteve com a mulher no HPS. - Ela contou que foi tudo muito rápido. O elevador deu uma pane e logo depois chacoalhou tudo. A cabine caiu de uma vez, batendo no fundo do poço. As pessoas ficaram amontoadas e com falta de ar, uma tragédia - disse.

O acidente aconteceu por volta de 16h. O elevador que despencou tem capacidade para 15 pessoas e é um dos quatro que funcionam no condomínio Joaquim de Paula, na rua Carijós 424. Os equipamentos foram interditados e não poderão funcionar até que o edifício apresente um laudo técnico que garanta a segurança dos elevadores.

Segundo o Hospital João XXIII, algumas vítimas tiveram fraturas nas pernas e joelhos. Todos passaram por avaliação e ninguém corre risco de vida. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Ronaldo Lima, um laudo com as causas do acidente fica pronto em 30 dias. A polícia e a empresa que presta manutenção no elevador periciaram o local.

O oficial explicou que os responsáveis pelo condomínio apresentaram um recibo referente à última manutenção, feita no dia 24 de janeiro deste ano. - No recibo não consta o tipo de serviço feito - completou. No edifício ninguém quis falar sobre o assunto.