Diretor-geral nega que PF tenha divulgado dados à revista Veja

Portal Terra

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correia, negou que a divulgação de documentos sigilosos pela revista Veja, que, em sua última edição, aponta o delegado Protógenes Queiroz como responsável por uma rede de espionagem, tenha origem na PF. - Quem delibera para quem encaminhar cópia dos autos é o juíz. Na investigação, ele teria enviado cópia para a CPI. Se ele tomou essa decisão, eu nao sei, mas para nós da PF o processo continua sob sigilo - afirmou.

A rede de Protógenes, segundo a revista, teria como alvos autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, além de pessoas do círculo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como seu filho, Fábio Luiz da Silva.

O diretor-geral disse que, nos próximos dias, será divulgado um relatório conclusivo sobre a conduta do delegado Protógenes quando estava à frente da Operação Satiagraha. Correia, no entanto, não respondeu se, na hipótese de serem identificadas ilicitudes no processo da operação que investigou e prendeu o banqueiro Daniel Dantas, as provas seriam anuladas. - A PF fala por meio do relatório. Como o delegado ainda não concluiu, não tenho o que prever. A PF, desde o ano passado, trabalha com uma tese. Nada legitima desvio de conduta. O relatório conclusivo será apresentado já nos próximos dias e está sendo apurado com rigor técnico -disse.

Correia se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney, nesta manhã, em uma visita de cortesia. Ele disse estar à disposição da CPI dos Grampos, assim como qualquer membro da PF, no caso de serem convocados.