Comunidades quilombolas de Pernambuco terão casas de alvenaria

Agência Brasil

BRASÍLIA - Treze comunidades quilombolas de Pernambuco estão sendo beneficiadas com a substituição das casas de taipa por moradias de alvenaria.

As obras, nas comunidades localizadas nos municípios de Cabrobó, Mirandiba, Carnaubeira da Penha e Custódia, no sertão pernambucano, estão sendo realizadas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e fazem parte Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo projeto, o objetivo é melhorar a qualidade de vida dos moradores e amenizar problemas de saúde, como a Doença de Chagas, transmitida pelo barbeiro, que é encontrado com freqüência em construções como as casas de taipa.

O trabalho faz parte do Programa Básico Ambiental de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas, que também prevê a instalação de postos de telefonia comunitária e salas com computadores ligados à internet nas localidades. Os serviços serão oferecidos em parceria com os ministérios das Comunicações e do Desenvolvimento Agrário.

Ao todo 16 comunidades quilombolas pernambucanas estão na área de abrangência do projeto. Além das que estão sendo beneficiadas com as casas de alvenaria também estão outras três comunidades remanescentes de quilombos no município de Salgueiro.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional foi criado para operacionalizar a transposição das águas do rio e abastecer 12 milhões de habitantes do semi-árido de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Além das obras diretamente ligadas à transposição, estão incluídas no projeto ações ambientais e sociais como a de atendimento às comunidades quilombolas.