Considerado arma branca, espetinho resiste em Salvador

Portal Terra

SALVADOR - Proibida por decreto municipal de novembro do ano passado, a venda dos espetinhos nas ruas de Salvador ficou apenas no papel. Barato e de gosto popular, pode ser encontrado facilmente nas proximidades dos circuitos carnavalescos da cidade. Os espetinhos de carne, queijo coalho e linguiça são os mais comuns e vendidos ao preço médio de R$2.

A justificativa da Prefeitura para a proibição é a possibilidade de sua utilização como arma branca. Em carnavais passados, há registro de brigas em que o espeto dos churrascos deixou vítimas. Fabricados em madeira ou bambu, podem perfurar facilmente a pele e provocar lesões em órgãos.

De acordo com a lei, em seu artigo 16, "é terminantemente proibida a produção e comercialização de churrasco no espeto de qualquer material, sendo passível de apreensão imediata pela fiscalização".

Para Vera Lúcia Gomes, 41 anos, que comercializa espetinhos há mais de uma década, a fiscalização não tem incomodado. - Trabalho aqui no circuito e em outras festas e nunca tive problema. As pessoas gostam e é uma alimentação barata. Em um bom dia, vendemos centenas deles aqui. É bom para quem vende e para quem compra - diz.