Campanha quer incentivar denúncias contra exploração sexual infantil

Agência Brasil

BRASÍLIA - A quarta edição da Campanha Nacional de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Carnaval, desenvolvida pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), foi lançada nesta sexta-feira em Brasília.

Com o slogan "Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie! Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou disque 100", a campanha pretende incentivar a sociedade a relatar os casos de abuso ou exploração sexual de menores aos Conselhos Tutelares municipais ou ao Disque 100, serviço de discagem direta e gratuita que registra situações de violência contra crianças e adolescentes.

Segundo a subsecretária de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da SEDH, Carmem Oliveira, seis ministérios, as Polícias Federal e Rodoviária Federal participam da campanha.

- É uma ação coletiva envolvendo também organismos internacionais, ou seja, é o Brasil dizendo um grande não a esse problema - disse.

De acordo com ela, as outras edições tiveram bons resultados. - As pessoas estão mais conscientes. A cada ano, nós temos um aumento de 30% [das denúncias].

O material de divulgação, com informações sobre o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, será distribuído em aeroportos, festas, sambódromo, hotéis da capital e de outras 11 cidades: Fortaleza, Corumbá, Vitória, Belém, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Manaus.

Em Brasília, o lançamento da campanha foi marcado pelo desfile do bloco Gira-Folia, formado por crianças e adolescentes de rua que fazem parte do Projeto Giração.

Para Neide Castanha, coordenadora do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), a campanha em Brasília ganhou um significado especial, pois foi a única lançada com bloco representado pelas crianças e jovens .

O símbolo da campanha deste ano é um pierrot chorando. O intuito é aliar a imagem de felicidade - trazida pelo boneco e pelo carnaval - à de tristeza - simbolizada pela lágrima que representa os crimes contra os jovens.

- Uma denúncia a mais, uma lágrima a menos - defendeu Neide.