Desabamento foi fatalidade, dizem deputados evangélicos

Portal Terra

BRASÍLIA - Deputados federais que integram a Frente Parlamentar Evangélica descartaram nesta segunda-feira a possibilidade de negligência por parte dos responsáveis pela administração da Igreja Renascer, no bairro Cambuci, em São Paulo. Na visão do presidente da Frente, deputado João Campos (PSDB-GO), o que ocorreu ontem com o desabamento do teto da igreja e com a morte de nove pessoas não passou de um "acidente", de uma "fatalidade" que poderia ter acontecido em qualquer outra igreja do país.

- Foi um acidente, um imprevisto inevitável e com danos irreparáveis - disse o deputado. João Campos acredita que os responsáveis por administrar a instituição onde ocorreu o desabamento não precisam ser submetidos a uma investigação.

- O caso por si só já será investigado, agora acho que uma investigação para tentar achar culpados dentro da igreja é caminhar para a especulação - afirmou.

O secretário executivo da bancada evangélica, deputado Pedro Ribeiro (PMDB-CE), explica que o fato foi uma "catástrofe" e ressalta que o fato de as pessoas que estavam no local no momento do acidente serem religiosas não as torna imunes a tragédias como esta.

- A própria Bíblia afirma que o que pode acontecer com o filho de Deus, com um servo de Deus, pode acontecer com qualquer um. O que a sociedade pode ter que enfrentar, o servo de Deus também pode - disse.

O deputado também descarta qualquer possibilidade de negligência. - Não creio em negligência, não creio em descaso porque conheço bem o bispo Gê Tenuta, uma das principais lideranças da Igreja Renascer e um homem de altíssima responsabilidade - afirmou ele, se referindo ao deputado e pastor Geraldo Tenuta (DEM-SP).

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