Dirceu acha lastimável o arquivamento de processo de Herzog

Portal Terra

SÃO PAULO - O ex-ministro José Dirceu classificou como 'lastimável' a decisão da Justiça Federal de São Paulo de arquivar os autos do processo da morte do jornalista Wladimir Herzog nas dependências de um órgão da ditadura militar, o DOI/Codi, na década de 70. Ele defendeu em seu blog que os familiares recorram aos tribunais internacionais.

A Justiça também arquivou o processo sobre a morte de Luiz José Cunha, o Crioulo, da Ação Libertadora Nacional (ALN). - Resta, realmente, que as famílias e organizações humanitárias recorram aos tribunais internacionais. Espero que o façam o mais rápido possível ´- disse.

A decisão foi tomada no último dia 9 e divulgada ontem. A juíza federal Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, concordou com o argumento de que, no caso do jornalista, que foi morto em 1975, e no de Luiz José da Cunha, ocorrido dois anos antes, os fatos prescreveram e não há possibilidade de enquadrá-los como crimes contra a humanidade. Em ambos os casos, se passaram mais de 35 anos, tempo superior ao da pena máxima fixada abstratamente para homicídio.

Para Dirceu, "a alegação da juíza é das piores, execrável, porque todos sabemos que a tortura é crime contra a humanidade e, portanto, não prescreve".