Polícia indicia médico por morte em lipoaspiração

Portal Terra

GOINIA - A Polícia Civil indiciou o médico boliviano Pastor Contreras Zambrana, 54 anos, pela morte da vendedora Elaine Paula de Sousa, 29 anos, ocorrida durante uma cirurgia de lipoaspiração realizada por ele em um hospital clandestino no dia 9 de dezembro, em Palmeiras de Goiás (GO), a 79 km de Goiânia. Ele vai responder por homicídio doloso, pois seria responsável, segundo os agentes, pelas convulsões seguidas de parada cardiorrespiratória da paciente durante o procedimento de anestesia.

Laudo do exame do corpo de Elaine mostra que a morte ocorreu devido a um edema pulmonar agudo. Apesar de não ter sido possível apontar o que causou o problema, para a polícia o médico sabia dos riscos aos quais submeteu a vendedora. O hospital onde a cirurgia foi realizada, de propriedade de Zambrana, havia sido interditado pela Vigilância Sanitária local a pedido do Conselho Regional de Medicina (Cremego), por não ter condições de funcionar.

Entre as irregularidades constatadas pelo Cremego estava a falta de um anestesista. Zambrana teria dito que ele mesmo aplicou a anestesia em Elaine. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve no hospital no dia da cirurgia e verificou que o médico não havia atendido nenhuma exigência feita em outubro.

Zambrana está detido desde o dia 19, e ontem teve o pedido de habeas-corpus negado pelo Tribunal de Justiça. A defesa do médico alega que não há como provar que a morte da paciente foi provocada por ele.

Após a morte de Elaine, a polícia e a imprensa receberam denúncias de outras supostas vítimas de erros praticados pelo médico. Entre elas, uma fatal e diversas com lesões corporais após o procedimento de lipoaspiração. Uma irmã de Elaine que também fez uma cirurgia teria ficado com uma cicatriz.