Presidente da OAB critica impunidade no caso Bateau Mouche

Luiz Orlando Carneiro, JB Online

BRASÍLIA - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou que a impunidade dos responsáveis pela tragédia do Bateau Mouche - ocorrida há 20 anos, na Baía de Guanabara afunda a credibilidade do Poder Judiciário e faz naufragar as esperanças daqueles que, um dia, acreditaram ser possível a justa reparação judicial . Para Britto, é lamentável que o Judiciário não tenha cumprido seu papel fundamental na conservação do Estado Democrático de Direito e na tarefa de levar a palavra da justiça àqueles que dela necessitam .

O presidente da OAB lembrou que, há muito, a entidade defende a tese de que casos emblemáticos que atingem a sociedade brasileira - como o do Bateau Mouche, que naufragou matando 55 pessoas que assistiam, a bordo, a queima de fogos em Copacabana, na virada do ano de 1988 deveriam receber a atenção especial do Poder Judiciário. Para ele, se a idéia tivesse merecido acolhida, evitaria, como se está agora a recordar, a ocorrência de casos não julgados ou que prescrevem, só trazendo desânimo ao cidadão brasileiro em sua histórica luta em fazer da Justiça uma atividade-fim do Estado .