Justiça suspende divulgação de aprovados da UFAM

Portal Terra

AMAZONAS - A Justiça Federal do Amazonas suspendeu, na terça-feira, a divulgação do resultado do vestibular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizado no dia 14 de dezembro. A medida liminar, assinada pela juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) diante de suspeitas de irregularidades na realização do concurso, do qual participaram 20.801 candidatos tanto na capital como no interior do estado.

No primeiro dia do vestibular, domingo, alguns candidatos receberam provas de Conhecimentos Gerais II que não estavam previstas para aquela fase. O problema aconteceu em duas salas da Escola Superior de Tecnologia da Universidade Estadual do Amazonas (UEA/Manaus) que estava cedendo o espaço para a Ufam.

- Ao tomarmos conhecimento do problema, logo nas primeiras horas da prova de domingo, convocamos a comissão de professores para elaborar novas questões para a prova de segunda-feira. O material vazado foi recolhido e isso garante que ninguém foi beneficiado porque teve acesso à prova do dia anterior - disse a um jornal local o presidente da Comissão Permanente de Concursos da Ufam (Comvest), Adelino Ribeiro.

No despacho, a juíza federal ainda citou o fato de que para algumas cidades do interior do estado as provas foram enviadas por e-mail. E no município de São Gabriel da Cachoeira, as provas foram impressas em uma gráfica particular, "o que afasta toda e qualquer possibilidade de segurança e sigilo às mesmas (provas)", disse a magistrada no despacho.

A suspensão da divulagação do resultado tem prazo de 30 dias, período em que a Ufam poderá apresentar soluções conciliatórias legais e o Ministério Público poderá propor uma ação contra a realização do vestibular.

Na decisão, a juíza concede a possibilidade de que seja anulada a prova que foi entregue na data errada antecipadamente.

Em 2007, a Ufam enfrentou um problema parecido quando algumas provas foram trocadas de dia determinado e entregues para candidatos dentro das salas de aula. Uma Ação Civil Pública, movida pelo MPF, conseguiu anular o vestibular da universidade federal daquele ano.