PF: retirada de não-índios da Raposa depende da decisão do STF

Agência Brasil

RIO DE JANEIRO - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, disse nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, que será preciso aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal para dar início a qualquer operação na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Na quarta-feira, o julgamento da constitucionalidade da demarcação em faixa contínua foi mais uma vez suspenso, depois que o ministro Marco Aurélio pediu vista do processo, requerendo mais tempo para analisar o caso antes de declarar seu voto. Com isso, a decisão foi adiada para 2009.

- Vamos continuar lá presentes como estamos, mantendo a ordem, mas temos que aguardar a decisão final. Tudo indica que haverá demarcação contínua, isso significa que deve haver uma remoção [de produtores de arroz e outros agricultores não-índios], mas não é só uma tendência que vai desencadear uma operação. Precisamos do ato judicial dizendo os limites, o que pode ou não fazer, se vai ter prazo ou não. Sem isso, não podemos agir - afirmou Corrêa, que participou da solenidade de posse do novo superintendente da PF no Rio de Janeiro, delegado ngelo Fernandes Gioia.

Para garantir a segurança da área de 1,7 milhão de hectares, a Polícia Federal é responsável, desde abril deste ano, por um esquema especial de patrulhamento na Raposa Serra do Sol, que conta ainda com agentes da Força Nacional de Segurança Pública.