Tarso: operação no ES não teve 'espetaculosidade'

Portal Terra

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a Operação Naufrágio, que prendeu o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), Frederico Guilherme Pimentel, é resultado de um processo exemplar que seguiu todas as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao uso de algemas e não utilizou os suspeitos em exposição pública.

- É uma ação da Polícia Federal que veio de outras ações anteriores, que foi controlada rigorosamente pelo Ministério Público. É um processo exemplar, com todos os cuidados legais, e vocês vejam que não houve espetaculosidade - afirmou Tarso, ao participar das comemorações do Dia Internacional contra a Corrupção.

Lembrando a repercussão da prisão do banqueiro Daniel Dantas e do uso de algemas durante a Operação Satiagraha, o ministro da Justiça comentou que atualmente a PF tem seguido com muito rigor o manual de procedimentos e investigações.

- Depois daquele episódio negativo que tivemos, a Polícia Federal tem tido uma preocupação muito grande no cumprimento do manual. É um passo muito importante.

De acordo com o ministro, independente da culpa ou da inocência das pessoas presas na Operação Naufrágio, os policiais federais continuam a não se fixar em critérios de classe para investigar ou não determinados suspeitos.

- Se as pessoas têm culpa ou não, ou responsabilidade, são o processo judicial e a decisão da Justiça que vão apurar e determinar. A PF não tem critério de classe, não tem critérios para tratamentos da burocracia, cumpre as decisões do STF e trata todo mundo de forma igualitária, seja no que se refere à exposição pública, seja no que se refere à prisão - disse o ministro.

O objetivo da Operação Naufrágio é desarticular uma organização criminosa que atuaria no TJ. As medidas cautelares foram determinadas pelo Superior Tribunal de Justiça.