Garibaldi pede remoção das barreiras da pobreza na América

Agência Senado

BRASÍLIA - Ao discursar, na tarde desta quarta-feira, na terceira edição do Congresso Mundial de Engenheiros, realizado pela primeira vez no Brasil, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, expressou seu desejo de que esses profissionais firmem compromissos focados numa vida sustentável para todos e no propósito de remover as barreiras da pobreza e da discriminação que ainda sacrificam a América, principalmente a do Sul.

Garibaldi afirmou que a engenharia, a arquitetura e a agronomia são algumas das categorias profissionais mais influentes na melhoria do bem-estar dos cidadãos, pois propiciam desdobramentos positivos no desenvolvimento nacional e mundial.

O presidente do Senado disse que só o acervo de realizações dessas profissões em infra-estrutura de estradas, entrepostos e energia já as credenciam para as homenagens de todos ali presentes. Também disse que só a mobilização de uma categoria como essa pode levar o Brasil a ter nos próximos anos índices cada vez mais favoráveis de bem-estar para o povo. - Afinal, nós estamos diante de uma crise mundial, de uma crise financeira que abala os alicerces do capitalismo. E que nos deixa a todos numa perplexidade muito grande. Mas é numa crise como essa que devemos acender uma luz, que devemos procurar no fim do túnel para mostrar que países como os nossos haverão não apenas de enfrentar essa crise, mas de sair dela sobranceiros e proporcionando às nossas populações melhores condições de vida.

Na mesma solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o trauma financeiro mundial obriga os países a pensarem, de forma profunda, sobre a economia irreal. O presidente reafirmou "a importância da economia real, do setor produtivo e do trabalho" para levantar as nações abaladas por essa crise.

Lula reafirmou seu propósito de, ao contrário de promover uma retração, continuar investindo, construindo e propiciando o aquecimento econômico. Disse que estão mantidos os investimentos de R$ 504 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que seu governo transformou o país num canteiro de obras. Também assegurou que nenhuma obra será paralisada e que, em momento de crise, o necessário é construir.