STF e CPI buscam consenso sobre número de grampos

Portal Terra

BRASÍLIA - Os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e da CPI das Escutas Telefônicas, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), se reuniram com o objetivo de chegar a um consenso sobre o número de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça no Brasil.

O encontro se deu depois de a CPI e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão vinculado ao STF, divulgarem números divergentes sobre os grampos autorizados pela Justiça.

O presidente da CPI explicou que a divergência ocorreu porque a comissão trabalhou com um período distinto do analisado pelo CNJ.

- Os dados da CPI são dados consolidados em 375 mil interceptados, com base nos mandados de interceptações encaminhados pela Justiça e depositados nas empresas de telefonia - disse ele, ao ser questionado sobre a informação do CNJ de que existem hoje 11.846 telefones monitorados por escutas no País.

Segundo o deputado, os dados da CPI serão repassados ao CNJ para verificar se há algum erro.

- Vamos disponibilizar ao Conselho dados que possuímos para que eles possam trabalhar em cima, até para que eles possam verificar se há algum erro ou equívoco nos dados encaminhados ao Conselho - afirmou.

O presidente do STF afirmou que em pouco tempo CNJ e CPI conseguirão chegar a um consenso em torno do assunto.

- A rigor, aqui não há divergência. Teriam chegado mais informações de São Paulo e outros Estados que estavam faltando. Creio que chegaria ao total de 14 mil telefones monitorados. (...) Vamos estar em contato. Em um curto espaço de tempo vamos ter informações precisas sobre as razões desse divórcio - afirmou