Governistas avaliam proposta da oposição de adiar votação da reforma

Agência Brasil

BRASÍLIA - Os líderes da base aliada do governo na Câmara dos Deputados estão avaliando a proposta dos partidos da oposição de adiar para março do ano que vem a votação da proposta de reforma tributária. Segundo o presidente da comissão especial que analisou a reforma, deputado Antonio Palocci (PT-SP), a base do governo quer votar já a proposta, mas a oposição prefere deixar para o ano que vem.

Palocci informou que, em caso do adiamento, a oposição assumiria o compromisso de não obstruir e de participar da construção do texto e de votar junto com os aliados a reforma. - Estamos avaliando essa proposta. Ela tem valor, no sentido de que, não havendo obstrução, uma reforma constitucional consegue andar com mais agilidade. E o texto tende a ficar melhor - disse.

Segundo Palocci, muitos parlamentares da base governista estão prontos para votar a reforma neste ano e não querem o adiamento: - Então, vamos até amanhã entrar num acordo sobre isso - afirmou.

Questionado se a votação da reforma pode ser um bom sinalizador para a economia neste momento de crise, Palocci afirmou que sim e que quanto antes ela for votada será melhor. O ex-ministro da Fazenda disse que é preciso cuidar bem da construção do texto a ser votado, "para que tenha um bom contorno e mostre um sistema eficiente, que melhore a vida das empresas e facilite o ambiente de negócios. Se a gente fizer isso, será bom para a economia, uma má reforma não será boa".

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), também está empenhado em encontrar uma solução para o impasse sobre a votação da reforma tributária neste ano. Ele disse que continuará fazendo contatos com as lideranças em busca de uma solução para o impasse. - Eu tenho a opinião de que não dá para concluir a votação neste ano, até porque se ela for pautada sem acordo, a demora para votação é infinitamente maior. Portanto, estamos perseguindo algum tipo de acordo - concluiu.