Dia de Finados leva 800 mil aos cemitérios do Distrito Federal

Agência Brasil

BRASÍLIA - Oitocentas mil pessoas devem visitar os seis cemitérios do Distrito Federal neste Dia de Finados. A previsão é do coronel Edson Lima, da Secretaria de Justiça, que coordena os cemitérios e funerárias do DF.

No Campo da Esperança, único cemitério do Plano Piloto de Brasília e o maior do Distrito Federal, estão sendo celebradas missas campais a cada 90 minutos.Nos outros cinco cemitérios também está havendo o mesmo tipo de cerimônia religiosa.

- Tivemos que limitar o trânsito de veículos no interior do cemitério para facilitar a vida dos visitantes. Só está autorizada a entrada de veículos de pessoas idosas e portadoras de necessidades especiais. A demanda é muito grande e a gente sempre recomenda às pessoas que usem os estacionamentos mais próximos de cada cemitério, mas há transporte de graça [vans] no interior dos cemitérios para que os visitantes possam localizar os túmulos, explicou o coronel.

Ele disse que a falta de água nos bebedouros, que provocou inúmeras reclamações dos visitantes, deve-se às dívidas da administração do cemitério com a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

- Por conta de débitos antigos, a Caesb cortou o fornecimento de água dos cemitérios. Para evitar transtornos, o GDF tomou a providência de abastecer os tanques com caminhões-pipas.

O estudante Igor Paulino Cardoso, que perdeu o pai recentemente, disse que a falta de água é um descaso.

- Temos que pagar todo mês o carnê de manutenção do túmulo. A falta de infra-estrutura para atender os familiares e amigos só atiça mais a nossa dor.

O servidor público federal Waldir Lírio, que visitava túmulos de parentes, disse que não gosta de surpresas e foi preparado para fazer uma faxina, com vassoura, pá e picareta, mas só precisou limpar o túmulo da sogra.

- Venho sempre municiado: trago seis garrafas d'água e não uso vasos com flores para evitar a proliferação do mosquito da dengue. Uma boa opção é plantar as flores nos canteiros, ensinou Lírio.

O serviço mais procurado nos cemitérios é o de localização de jazigo, que fica na administração.

- Há famílias cujos entes já faleceram há muito tempo e não se lembram o local do túmulo. Existe um serviço informatizado à disposição deles para orientar na localização. Basta informar o ano da morte e o nome do falecido, explicou o coronel.

Na entrada do cemitério, as barracas dos vendedores de flores estavam movimentadas. A todo instante os fregueses queriam comprar rosas, margaridas e outras flores para enfeitar os túmulos. O coronel disse que o número de ambulantes sempre aumenta, mas cabe às administradoras fazer o cadastramento para que eles possam comercializar seus produtos nas imediações do cemitério.

Neste domingo, um vaso pequeno de crisântemos era vendido por R$ 10, mas com alguma insistência era possível conseguir um desconto.

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