SP: Servidores são suspeitos de participação em fraudes na Saúde

Agência Brasil

SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo investiga a suspeita de que servidores estaduais ajudaram uma quadrilha de fraudadores de licitações na área da saúde a desviar cerca de R$ 100 milhões do governo do estado. Cinco empresários acusados de envolvimento no esquema foram presos, em caráter temporário, durante a Operação Parasitas, desenvolvida há um ano por órgãos da segurança pública estadual.

Parte do dinheiro poderá retornar aos cofres públicos, em decorrência da apreensão de bens avaliados em cerca de R$ 7 milhões que estavam com os presos. Entre eles estão carros importados, iates, motos e até um helicóptero, além da quantia de R$ 600 mil em dinheiro.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública, fornecedores de medicamentos e materiais hospitalares subornavam agentes públicos para serem os escolhidos no processo licitatório. Depois de selecionados, os empresários entregavam produtos de baixa qualidade por valores superiores ao preço real de mercado.

Eram vendidos até 400% acima do valor de mercado e, quando entregues, chegavam em quantidade inferior e com qualidade duvidosa , relata nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública.

Segundo o comunicado, o delegado da Unidade de Inteligência do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Luiz Storni, informou que durante as investigações foram encontrados até catéteres contrabandeados de origem chinesa. O Hospital Pérola Byngton e o Hospital das Clínicas estão entre as entidades prejudicadas.

Os suspeitos pelos crimes já presos foram indiciados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato e sonegação tributária.

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