Eloá está sendo operada

JB Online

RIO - A adolescente Eloá Pimentel, mantida refém pelo seu ex-namorado Lindembergue Alves por mais de 100 horas em Santo André, saiu do cativeiro com dois tiros: um na cabeça, outro na virilha esquerda. Ainda não há confirmação se as balas saíram do revólver calibre 32 que o seqüestrador usava ou se ela foi alvo de uma operação desastrosa da polícia.

A jovem passa por uma cirurgia para conter a hemorragia cerebral. A bala que estava na virilha foi retirada mais cedo. Por causa do traumatismo craniano, Eloá perdeu massa encefálica, está em coma e seu estado é gravíssmo.

Sua amiga Nayara Silva - que também era refém, foi libertada na terça-feira, mas voltou ao cativeiro para participar da negociação - também está ferida e chegou ao hospital respirando com ajuda da ventilação mecânica. Ela levou um tiro na boca, mas não corre risco de vida. Pouco depois, já estava consciente e falava - foi quando deu o depoimento contando que a amiga era espancada por Lindembergue no apartamento.

Às 20h, ela também entrou na sala de cirurgia, para reconstituir o tecido danificado.

Logo depois da invasão do cativerio pela Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), houve muita confusão. Um assessor do Palácio Bandeirantes disse a jornalistas de TV que Eloá havia morrido, o que foi desmentido pelo governo de São Paulo. Uma nota de esclarecimento também foi divulgada com pedidos de desculpas à família da ex-refém.