Coronel foi baleado em confronto com Civil em SP, diz PM

Portal Terra

SÃO PAULO - A Polícia Militar de São Paulo confirmou, no final desta manhã, que o coronel Danilo Antão Fernandes foi ferido com uma bala de pistola durante o confronto entre policiais civis e militares, na tarde de ontem, nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na zona sul de São Paulo.

Ainda segundo informações da Polícia Militar, o coronel está internado em observação, mas tem estado estável.

Policiais civis que realizavam uma passeata quando entraram em confronto com policiais militares. A Polícia Civil está em greve no Estado desde o dia 16 de setembro. Os manifestantes teriam tentado furar um bloqueio da PM. Ao menos seis pessoas ficaram feridas. A assessoria de comunicação do Hospital São Luiz confirmou que recebeu quatro feridos. Outras duas vítimas - um cinegrafista e um coronel da Polícia Militar - foram encaminhadas para o Hospital Albert Einstein.

Segundo o assessor de comunicação da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo (Adpesp), Renato Flôr, o protesto em frente ao local reuniu 2 mil pessoas. Já o governador do Estado, José Serra, disse que participaram cerca de mil. A Polícia Militar não confirma os números.

O presidente da Associação dos Funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Elquias de Oliveria (AFPCESP), disse que os policiais civis que estavam na manifestação pediram, por meio de carro de som, que eles largassem os escudos e cacetes para entrar no Palácio dos Bandeirantes para protestar.

Segundo o presidente da associação, o confronto entre os policias aconteceu atrás do Palácio quando os policiais civis iam começar a subir para ir para a frente do Palácio.

- O objetivo é protestar em frente ao Palácio. Evidente que lideranças queriam que governador os recebesse.

De acordo com o assessor de comunicação da Associação dos Delegados do Estado de São Paulo, os manifestantes faziam uma passeata pacífica, que saiu do Estádio do Morumbi rumo à fente do Palácio dos Bandeirantes. Ele afirmou que uma linha de PMs se posicionou na metade do percurso. O grupo de policiais militares solicitou que os grevistas formassem uma comissão de representantes, que seria atendida por uma equipe do governo.

Segundo Flôr, a comissão formada esperou entre 15 e 20 minutos, mas ninguém apareceu. Em seguida, teve início o confronto.