Após 4 dias, moradora entra em prédio e pega insulina

Portal Terra

SÃO PAULO - A vendedora Alzerina Cesária Silva Figueiredo, 61 anos, que mora no mesmo bloco de apartamentos onde Lindembergue Fernandes Alves, 22 anos, faz a ex-namorada refém há mais de 90 horas, entrou no prédio após ficar quatro dias sem poder voltar para casa.

Ela tem diabetes e precisou pegar insulina e um aparelho que usa para medir o nível de glicemia no organismo.

Alzerina foi autorizada pela polícia a entrar no apartamento, que fica no andar térreo. Ela foi acompanhada pelo neto e por policiais militares, e aproveitou para pegar roupas e regar as plantas.

- Saí de casa na segunda-feira só com esse chinelo. Agora consegui pegar umas roupas e sapatos. Eu canto no coral da igreja e não seria legal ir de chinelo - contou.

A moradora disse também que, durante a semana, se hospedou na casa da filha e procurou conseguir os medicamentos em um posto de saúde, mas só conseguia uma dose diária - ela precisa de duas - e o nível de glicemia subiu.

Alzerina afirmou ainda que queria ter ficado no apartamento, mesmo sabendo que não poderia sair antes do fim do seqüestro. Mas seus filhos conseguiram convencê-la que seria muito arriscado.

Lindembergue chegou ao apartamento na segunda-feira, quando a ex-namorada estava acompanhada de uma amiga e dois colegas de escola. Eles fariam um trabalho para aula. Todos foram rendidos.

Ele libertou a adolescente Nayara, 15 anos, amiga de Heloá, na noite de terça-feira, após mantê-la no apartamento por 33 horas. Os outros dois adolescentes foram libertados na segunda-feira. O seqüestro teria sido motivado pela recusa de Heloá de reatar o namoro.

Ontem, a menina Nayara voltou ao apartamento onde estão Lindembergue e Heloá. Ela ainda permanece por lá.