PR: desarticulado grupo suspeito de clonar cartões

Portal Terra

SÃO PAULO - A Secretaria do Estado de Segurança do Paraná (Sesp) divulgou que policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) desarticularam uma das maiores quadrilhas do país especializada em clonar cartões de crédito. A polícia paranaense acredita que o bando lucrava cerca de R$ 20 milhões todos os meses em atividades criminosas em todos os estados brasileiros.

Ao todo, seis pessoas foram presas e outras quatro são procuradas na Operação Trilha Falsa. A polícia fechou ainda duas fábricas que produzia cartões plásticos para serem usados nos golpes. Segundo a Sesp, mais de mil cartões de crédito e débito, centenas de cédulas de identidade em branco e preenchidas, de vários Estados, 70 máquinas que fazem leitura dos cartões, notebooks, gabinetes de computador, pendrives e telefones celulares foram apreendidos.

A operação Trilha Falsa aconteceu durante toda a quarta-feira nos estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e outros seis de prisão. Na capital paulista foram presos, Moacir Hilmann, de 42 anos, Alexandre Alves Ferreira, 27, Lineu Carlos Gomes, 29, vulgo Alemão.

Em Porto Alegre foram presos, o uruguaio Edys Camargo Abricó, 33, sua namorada, Michele Bueno, 28, e Anderson Arthur Bueno, 29, vulgo Miga. Estão foragidos, Velci Antonio Siebert, 50, Arlindo Oliveira Neri, 43, Adauto Jorge Dimbra, 46, Elirde Maria dos Santos, 37.

As investigações dos golpes supostamente aplicados pelo grupo começaram em novembro do ano passado. Os levantamentos da polícia paranaense mostram que eles se passavam como falsos técnicos de manutenção das operadoras de cartões de débito e crédito para ter acesso a milhares de máquinas e leitores de cartão em todo o Brasil.

Segundo a polícia, na falsa manutenção, os integrantes do grupo trocavam a leitora dos cartões por um dispositivo conhecido por "chupa-cabras". Depois de 30 dias, eles voltavam aos estabelecimentos e novamente trocavam a leitora da máquina, pegando a máquina onde os dados de todos os cartões já estavam armazenados.

Todo o procedimento, segundo o delegado Renato Bastos Figueiroa, era facilitado por Anderson Bueno, preso em Porto Alegre. Ele era funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços fazendo a manutenção das máquinas de leitura de cartões instaladas nos estabelecimentos.

- Ele era o responsável pela colocação das máquinas falsas que substituíam a verdadeiras. De posse dos dados dos cartões, os falsários vendiam as informações contidas na 'trilha', que é o local do cartão onde ficam os códigos que identifica o portador e todos os seus dados - disse.

O delegado ainda explicou que essas informações eram repassadas a quadrilhas para que os cartões de crédito, usados em compras nos estabelecimentos comerciais de todo país, fossem clonados.

Para produzir os cartões falsos, o grupo manteria duas fábricas, uma na capital paulista e outra em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre.

Todos os presos foram indiciados por formação de quadrilha, estelionato, falsificação ideológica, uso de documentos falsos e ficam presos por determinação da Justiça que expediu mandados de prisão provisória, válida por cinco dias renováveis pelo mesmo período. Com as evidências, o delegado que comandou a operação vai requerer a prisão preventiva de todos os envolvidos.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais