SP: seqüestrador chora ao falar com negociador

Portal Terra

SÃO PAULO - O jovem Lindembergue Fernandes Alves, 22 anos, que mantém a ex-namorada, Heloá, 15 anos, refém em Santo André (SP), chorou ao falar novamente com o negociador por volta das 10h, de acordo com a polícia. Segundo o negociador, o rapaz estava um pouco mais receptivo e deu abertura à negociação. Durante a madrugada, ele teria mantido o celular desligado e só voltou a ligá-lo cerca de 10 horas depois.

O seqüestro teria começado devido à recusa da jovem de reatar o namoro com Lindembergue Alves. De acordo com uma amiga de Heloá, ele teria terminado o namoro depois de ter brigado com a namorada em razão do ciúme por um colega de escola. Neste mês, ele tentou reatar o relacionamento, mas a garota não aceitou.

Segundo a PM, o jovem ligou para os agentes e pediu para retomar a negociação por volta das 22h de ontem. Ele solicitou à polícia que restabelecesse a energia elétrica no apartamento para que pudesse conversar com as meninas. O pedido foi atendido por volta das 22h10. Em troca, ele prometeu que liberaria uma delas em 40 minutos.

Após ser libertada, a amiga disse que Heloá estava muito nervosa. Ela foi encaminhada a um pronto-socorro da região para fazer exames e fará corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Nayara contou aos policiais que o jovem agrediu a ex-namorada com socos e pontapés.

A luz havia sido desligada pelos policiais às 16h. Por volta das 21h40, cerca de 500 pessoas que acompanhavam a movimentação no local se assustaram ao ouvir um barulho semelhante a um tiro. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) afirmou que tratava-se de uma bombinha.

Mais cedo, o capitão da Polícia Militar Adriano Giovannini, do Gate, afirmou que o jovem disse diversas vezes que só sairia do apartamento morto. - Ele disse que não se entregaria porque não queria ser preso - afirmou.

Nayara estava presa com Heloá no local desde as 13h30 de segunda-feira. As meninas estavam acompanhadas de dois amigos e faziam um trabalho para a escola. Os dois colegas foram libertados na noite de segunda-feira.

Desde ontem, o jovem disparou pelo menos quatro vezes de uma janela do apartamento. Segundo o capitão da PM, Lindembergue afirmou várias vezes à polícia que tem muita munição e uma arma.

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