Justiça ouve testemunhas do 'crime do Papai Noel'

Portal Terra

SÃO PAULO - A Justiça começa a ouvir nesta tarde as testemunhas de defesa dos dois acusados de mandar matar a publicitária Renata Archilla, há sete anos. Os suspeitos de planejar o crime são Nicolau Archilla Galan, 81 anos, e Renato Grembecky Archilla, 49 anos, respectivamente avô e pai de Renata. O caso ficou conhecido como 'crime do Papai Noel'. Somente depois dos depoimentos é que a juíza vai decidir se eles irão a juri popular.

Hoje serão ouvidas cinco testemunhas de defesa no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Ontem, outras oito pessoas depuseram durante sete horas, sendo cinco testemunhas de acusação e três de defesa. A primeira a falar foi a própria Renata.

A publicitária levou três tiros quando estava parada em um sinal na região do Brooklin, zona sul de São Paulo, em dezembro de 2001. O atirador estava vestido de Papai Noel. Os tiros atingiram o rosto de Renata, que passou por oito cirurgias plásticas após o crime. Ela também mudou de cidade e desistiu de exigir o pagamento de pensão alimentícia do pai.

Renata é fruto de um relacionamento não oficializado entre sua mãe e Renato, que nunca a assumiu como filha.