Presidentes da Câmara e do Senado recebem informações rampos

Agência Brasil

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa está no Senado para conversar com os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Garibaldi Alves Filho, sobre a investigação dos grampos telefônicos das autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário.

Garibaldi disse que não pretende designar oficialmente parlamentares para acompanhar a investigação, mas que o Senado está à disposição para colaborar no que for necessário. O assunto também está sob investigação na Casa.

A Polícia Legislativa pediu 30 dias para concluir a análise das centrais telefônicas da Casa, mas Garibaldi disse que tem pressa de ver o assunto esclarecido e estabeleceu prazo de três dias para uma resposta sobre as investigações.

- Não vejo necessidade de 30 dias, a não ser que eles me convençam, mas acho demais e vou cobrar o andamento disso.

Apesar de ter sido um dos grampeados, Garibaldi descartou a necessidade de umas CPI exclusiva sobre o assunto no Senado, visto que na Câmara já existe a CPI dos grampos.

No momento, acho desnecessário. Temos aqui a experiência de duas CPIs ao mesmo tempo, que não apresentou bons resultados", disse, lembrando a CPI do Trafego Aéreo que funcionou paralelamente nas duas Casas.

O senador disse ainda que não há nada concreto de que o esquema de grampos tenha partido do Senado. - Não tem nada a que se possa dar crédito a respeito disso. O assunto chegou até mim em forma de boato e não há nada de consistente.