Abin não atua no submundo nem faz grampos, diz diretor afastado

Agência Câmara

BRASÍLIA - O diretor-geral adjunto afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Nilton Campana, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas que a Abin age dentro dos princípios legais e que a instituição não faz grampos telefônicos. - A Abin não fez e não faz interceptação telefônica. Ela não atua no submundo, nem de forma subreptícia - disse o policial

Campana disse ainda que a Abin dedica-se à segurança do Estado brasileiro e que tem como missão 'planejar e executar ações no âmbito da inteligência e contra-inteligência dentro de princípios éticos'.

Na abertura da reunião, o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), fez questão de ressaltar que Campana 'é um dos funcionários mais antigos e competentes da Abin' e que, até o momento, apesar de o diretor ter sido afastado do cargo, não há nada de concreto contra ele nem contra a Abin, a não ser uma denúncia publicada na revista Veja.