Funcionários da Infraero decidem entrar em greve 4ª

Agência Brasil

BRASÍLIA - Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) decidiram, em assembléia, iniciar greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite da próxima quarta-feira. Além da paralisação, eles resolveram incluir um novo pedido na pauta de reivindicação: a troca de toda diretoria da Infraero.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos, os funcionários rejeitaram a oferta da estatal, por terem dúvidas em relação ao cumprimento de algumas cláusulas da proposta apresentada pela empresa.

O texto (da proposta) não era muito claro e a falta de capacidade (da empresa) para dialogar com os funcionários dificultou (um acordo). Lemos afirmou ainda que a categoria quer a troca da diretoria da empresa. De acordo com ele, os funcionários reivindicam a troca dos diretores, que têm contratos especiais, por servidores de carreira da estatal.

- Na grande maioria são trabalhadores com mais de 20 anos de Infraero, que ficam reféns de gente que não sabe tomar decisão dentro do setor aéreo e muito menos dialogar com quem está trabalhando nos aeroportos - disse Lemos.

Além da troca de toda diretoria da Infraero, a categoria quer aumento salarial, reajuste do vale alimentação e bônus de Natal, entre outras exigências.

- Acho que agora a coisa fica mais complicada, porque o governo federal vai ter que tomar uma decisão em relação a esses gestores da Infraero. Do jeito que está, nem os trabalhadores da empresa estão suportando e os usuários dos aeroportos muito menos - afirmou o presidente do Sina.

Ele informou que não foram todos os aeroportos que aderiram a greve, mas adiantou que os principais, como Galeão (RJ), Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Congonhas (SP), entre outros, vão parar as atividades no próximo dia 30. - Vai ser mantido apenas o mínimo de funcionários necessário para garantir a operacionalização e a segurança dos aeroportos - informou Lemos.

A partir desta sexta-feira, o sindicato vai começar a distribuir panfletos, em inglês e português, para alertar os passageiros sobre o movimento e sobre possíveis transtornos operacionais nos aeroportos.