Senadores investigam pedofilia em Roraima

Agência Senado

BRASÍLIA - Os senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia estão em Boa Vista para ouvir 16 pessoas envolvidas em denúncias de prática de pedofilia e abuso sexual contra crianças e adolescentes. Entre os acusados, identificados pela Operação Arcanjo, deflagrada no início de junho pela Polícia Federal (PF) em parceria com unidades policiais de Roraima, estão o ex-procurador-geral do Estado, Luciano Alves Queiroz, e o major da Polícia Militar Raimundo Ferreira Gomes, presos desde o início da operação.

Conforme informou o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI, o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, pediu apoio do colegiado na apuração do caso. Em atenção ao pedido, a CPI aprovou a realização da viagem a Boa Vista e a convocação dos envolvidos. Também serão tomados os depoimentos, entre outros, do funcionário do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima Hebron Silva Vilhena e Givanildo dos Santos Castro e Lidiane do Nascimento Foo, presos sob acusação de também integrarem o esquema de exploração sexual de menores.

Magno Malta informou que a CPI buscará apurar a denúncia de envolvimento do deputado federal Luciano Castro (PR-RR), que teve o nome citado por uma vítima, no esquema de pedofilia em Roraima. Segundo Magno Malta, o deputado teria negado, em declarações informais, as acusações, e anunciado sua disposição de comparecer à CPI para esclarecer os fatos.

O esquema de pedofilia em Roraima foi descoberto a partir de interceptação de ligações telefônicas e de imagens que revelaram o comércio sexual de crianças e adolescentes. As vítimas eram crianças de famílias humildes, em sua maioria, e em idades que variam de 5 a 14 anos. Os acusados irão responder pelos crimes de prostituição infantil, estupro com violência presumida, atentado violento ao pudor e ainda corrupção de menores.

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