Campanhas à prefeitura em BH alcançam recorde de R$ 50 milhões

REUTERS

BELO HORIZONTE - As campanhas para a Prefeitura de Belo Horizonte alcançaram valor recorde, com previsões de gastos dos nove candidatos majoritários acima dos 50 milhões de reais, segundo a Justiça Eleitoral.

As previsões de gastos dos partidos com as 1.028 candidaturas de vereadores registradas no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), por sua vez, somam mais de 180 milhões de reais.

Neste domingo, primeiro dia oficial de campanha para as eleições de outubro, os candidatos a prefeito foram às ruas. Márcio Lacerda (PSB) visitou um hospital, Sérgio Miranda (PDT) caminhou na orla da Lagoa da Pampulha, e Jô Moraes (PCdoB) e Leonardo Quintão (PMDB) visitaram feiras da capital mineira.

A campanha de Márcio Lacerda tem previsão de 14 milhões de reais. O valor é 3,2 vezes os gastos de 4,3 milhões de reais da campanha de 2004 declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo atual prefeito, Fernando Pimentel (PT).

Ao lado do governador Aécio Neves (PSDB), Pimentel é o principal articulador da candidatura de Lacerda, que tem como vice o deputado estadual petista Roberto Carvalho.

Apesar do PSDB ter aprovado apenas apoio informal à chapa, depois que a direção nacional do PT vetou coligação com tucanos na cidade, prefeito e governador devem participar ativamente da campanha.

Aécio e Pimentel devem participar do lançamento oficial da campanha, na próxima quinta-feira, e de uma caminhada com os candidatos em bairros na periferia da capital no próximo sábado.

Além dos 14 milhões de reais previstos na campanha de Lacerda, as candidaturas mais caras são as de Leonardo Quintão (PMDB) e Jorge Periquito (PRTB), que prevêem gastos de 10 milhões de reais cada, seguidas pela de Jô Moraes, de 7 milhões de reais.

A previsão da candidatura de Sérgio Miranda (PDT) é de 4 milhões de reais, seguida das de Gustavo Valadares (DEM), de 3 milhões de reais; André Antônio Alves (PtdoB), de 2 milhões de reais; Vanessa Portugal (PSTU), 50 mil reais; e Pedro Paulo de Abreu Pinheiro (PCO), 30 mil reais.

Em 2004, os quatro candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), João Leite (hoje no PSDB, na época PSB), Roberto Brant (ex-PFL, hoje DEM) e Vanessa Portugal (PSTU) informaram à Justiça Eleitoral gastos máximos de 14,35 milhões de reais neste mesmo período.

O valor declarado pelos quatro candidatos na prestação de contas ao TSE acabou sendo de 10,2 milhões de reais.

Na campanha dos candidatos a vereadores, os partidos que mais devem gastar são PSDB e PV, cuja previsão é de 24 milhões de reais cada. Ambos inscreveram 60 candidatos à Câmara Municipal, com previsão de 400 mil reais por campanha.

Em seguida vem o PT, que registrou 52 candidatos com previsão de gastos de 23,4 milhões de reais. PMDB e PHS, com 56 candidatos, têm previsão de 21,2 milhões de reais cada, seguidos do PR com 15,5 milhões de reais de gastos em 51 candidaturas; PRP com 14,4 milhões de reais para 48 candidatos e PSB que aparece com gasto de 3,9 milhões de reais nas campanhas de 31 candidatos, segundo o TRE.

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