Sete milhões de correspondências atrasam em SP

Portal Terra

SÃO PAULO - A Empresa de Correios de Telégrafos em São Paulo informou que, desde terça-feira, quando teve início a greve dos funcionários, cerca de sete milhões de correspondências estão atrasadas em 62 cidades. A contagem abrange a capital, Grande São Paulo, Baixada Santista e região de Mogi das Cruzes.

Segundo a assessoria dos Correios, a quantidade de encomendas acumuladas corresponde à movimentação de um dia. Nessas cidades, a adesão à paralisação é de 17%, o que corresponde a cerca de 3,4 mil funcionários em 19 mil no total.

Ainda de acordo com a empresa, todas as agências na região estão abertas e a paralisação é maior entre os carteiros.

Os trabalhadores reivindicam o cumprimento de um termo de compromisso assinado em novembro de 2007 pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo presidente dos Correios. Além disso, querem a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que favoreça a classe e o aumento do percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

De acordo com a ECT, o acordo feito com os funcionários já foi cumprido e a empresa já iniciou o pagamento de R$ 260 mensais. Os Correios afirmam que o pagamento foi adaptado para não entrar em conflito com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), já que os trabalhadores desejavam receber adicional de 30% do salário por periculosidade.

Segundo a empresa, os carteiros, pela lei, não podem receber esse tipo de adicional. Como o salário inicial da categoria é de R$ 603, o pagamento de mais R$ 206 mensais representaria mais do que 30% em alguns casos, mas teria um valor inferior a essa parcela para os funcionários que estão há mais tempo na empresa.

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