Dossiê: Comissão de Ética adia análise sobre Dilma

Portal Terra

BRASÍLIA - Pelo segundo mês consecutivo, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu adiar a reunião em que os conselheiros avaliariam se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, teve participação na produção de um suposto dossiê com dados sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso.

O eventual envolvimento da ministra no caso foi responsável por uma representação do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) junto ao Ministério Público. O parlamentar acusa a chefe da Casa Civil de improbidade administrativa por supostamente estar envolvida no vazamento das informações confidenciais.

Uma sindicância interna e investigações da Polícia Federal apontaram o suposto envolvimento do então secretário de Controle Interno, José Aparecido Nunes Pires, como responsável por repassar trechos do banco de dados a um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR); Erenice Guerra, secretária-executiva da pasta, acusada de montar o dossiê; Maria de La Soledad Castrillo, chefe de gabinete de Erenice; e Norberto Temóteo, como responsável pela formatação e seleção dos dados.

A Comissão de Ética reúne-se apenas uma vez ao mês para analisar a conduta de autoridades públicas. No dia 28 de abril, o colegiado concedeu prazo de dez dias para que Dilma explicasse sua conduta diante das acusações de participação na confecção do dossiê. O colegiado não tem função punitiva, mas pode sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até a exoneração da autoridade.