Lula diz que governo não tomará iniciativa para nova CPMF

REUTERS

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o Palácio do Planalto não tomará nenhuma iniciativa para a criação de um imposto que possa cobrir a nova despesa que o governo terá com a possível aprovação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde.

Já aprovada no Senado, a Emenda 29 será apreciada pela Câmara no dia 28 e, caso aprovada, representará uma despesa de R$ 23 bilhões em quatro anos. O governo cogitou recriar a CPMF, com alíquota menor e destinada exclusivamente à saúde, mas a idéia foi derrubada na reunião da coordenação política, na segunda-feira.

- Não partirá do governo e não haverá da parte do governo qualquer iniciativa para que o Congresso Nacional aprove um novo imposto - disse Lula aos jornalistas após autorizar início de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Baixada Santista.

- É problema do Congresso Nacional criar ou não um novo imposto - completou, ressaltando que uma nova despesa pressupõe fonte de receita.

Ao lado do governador paulista, José Serra, o presidente afirmou que mesmo próximo das eleições municipais, em outubro deste ano, o país vive um momento no qual mesmo adversários políticos podem se unir em torno de projetos importantes como os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Lula, o Estado administrado pelo tucano, derrotado pelo petista nas eleições presidenciais de 2002, receberá mais de R$ 8 bilhões do programa administrado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem voltou a se referir como 'mãe do PAC'.

- Para me imitar, o Serra até arrumou uma mãe para o PAC dele - brincou o presidente, ao se referir à secretária de Saneamento e Energia paulista, Dilma Seli Pena.

De acordo com informações do governo paulista, cerca de R$ 12 bilhões serão investidos no Estado de São Paulo em obras de saneamento e habitação. Deste total, R$ 3,3 bilhões são referentes a projetos que integram o PAC.

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