Amazônia terá Guarda Nacional Ambiental, diz Minc

Laryssa Borges, Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou a proposta de criar uma Guarda Nacional Ambiental para atuar na defesa dos parques ambientais e biomas na Amazônia. O anúncio foi feito pelo futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que se reuniu com o presidente no Palácio do Planalto.

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- Vamos reforçar o bioma em um conceito de soberania ambiental - afirmou.

Durante a reunião, Minc também garantiu junto a Lula a ampliação dos recursos da pasta e a viabilização do Plano Nacional de Saneamento Ambiental com recursos extras, não previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

- As sugestões, reivindicações e condições de trabalho foram muito bem aceitas. O presidente aceitou a Guarda Nacional Ambiental, nos termos da Força Nacional de Segurança. Vamos reforçar o bioma em um conceito de soberania ambiental - afirmou.

A Guarda Nacional deverá ser criada nos moldes da Força Nacional de Segurança e terá soldados militares e civis treinados em todos os Estados. Ainda não está definida a quantidade de militares necessária para o projeto e tampouco o orçamento para viabilizá-lo.

A posse do novo ministro, inicialmente marcada para a quarta-feira, deverá ocorrer na terça-feira da próxima semana. Na ocasião, será confirmado o nome da bióloga Izabella Teixeira, atual sub-secretária de Política e Planejamento da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, como secretária-executiva do Ministério.

Minc e Lula vetaram a sugestão de governadores de serem liberados créditos agrícolas para propriedades onde foram detectados crimes ambientais.

- Há um compromisso do presidente Lula em não mudar os critérios do Banco Central (Conselho Monetário Nacional) sobre créditos agrícolas. Isso nem deveria ser discutido agora como uma questão de princípios - disse o futuro ministro.

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