AJE quer usar cartas psicografadas em tribunais

Portal Terra

SÃO PAULO - A Associação Jurídico-Espírita (AJE) de São Paulo, criada recentemente, quer um Judiciário mais sensível às questões humanitárias. O grupo defende o uso de cartas psicografadas nos tribunais e estimula, nas audiências, a fraternidade entre vítimas e criminosos.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, entre os objetivos da associação estão a discussão de temas polêmicos, como o aborto, a eutanásia, o casamento gay, a pena de morte e pesquisas de células-tronco. Para um dos fundadores da AJE, o promotor Tiago Essado, "o Estado é laico, mas as pessoas não. Não tem como dissociar e dizer: vou usar a minha fé só dentro do centro espírita".

A AJE pretende abranger todos os operadores de direito e já conta com 200 associados ou interessados, entre promotores, delegados de polícia e advogados, além de juízes. A AJE vem para somar o crescimento a Associação Brasileira de Magistrados Espíritas (Abrame), que só aceita membros togados, reúne hoje 700 juízes.

O juiz-auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Alexandre Azevedo, defende o uso da carta psicografada. - Não enxergaria nenhuma diferença entre uma declaração feita por mim ou por você e uma declaração mediúnica, que foi psicografada por alguém - afirma.

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