Tarso defende punição para agentes da ditadura

JB Online

RIO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu hoje punição aos agentes da ditadura militar que torturaram e assassinaram militantes políticos contrários ao regime, que vigorou entre 1964 e 1985.

- Eles [torturadores] têm que ser julgados, receber uma pena. Depois, podem ser anistiados. Não podem é continuar escondidos por aí - disse o ministro.

- A Lei da Anistia é política, incide sobre crimes políticos. Na minha opinião, a tortura não pode ser considerada crime político - completou, ao discursar na antiga sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), desativada pelo regime, na Zona Sul do Rio.

Genro também defendeu a abertura dos arquivos da ditadura e informou sobre uma parceria com o Ministério da Defesa para disponibilizar com rapidez os documentos.

Segundo ele, o Ministério da Justiça aguarda apenas uma manifestação formal da Defesa para ques os peritos comecem a trabalhar.

- Estamos à disposição. Colocaremos a quantidade [de peritos] que quiserem para analisar documentos, informações e relatórios para desvendar o regime - ressaltou.

O ministro afirmou que a manutenção do sigilo ofusca a imagem do estado democrático, mas ponderou que às vezes é necessário. - É natural que para a própria segurança os Estados resguardem determinadas informações por questões de segurança - avaliou.

O local onde ficava a antiga seda da UNE abrigará o Memorial da Anistia Política no Brasil, que será construído com apoio da Justiça. O projeto foi concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer e doado aos estudantes, que vão transferir a sede de São Paulo para lá.

- O prédio previsto para ter 13 andares será um grande complexo cultural - disse a presidente da UNE, Lúcia Stumpf. - Terá sala de cinema, o Museu do Estudante, teatros e praça para convivência da juventude - completou. A obra deve ficar pronta até 2010.

Com informações da Agência Brasil

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