Manifestantes se deitam no gramado formando folha de Cannabis

Agência Brasil

BRASÍLIA - Cerca de 50 pessoas se reuniram neste domingo, em frente à Catedral de Brasília, para pedir a descriminalização da maconha, apesar da proibição judicial da realização da Marcha da Maconha. Para cumprir a liminar da Justiça, a Polícia Militar do Distrito Federal mobilizou 100 homens, incluindo uma equipe da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

Os manifestantes chegaram a abrir faixas pedindo a descriminalização da droga. Impedidos de caminhar pela Esplanada dos Ministérios, eles formaram uma roda, leram incisos do Artigo 5º da Constituição Federal, que trata da liberdade de manifestação, e cantaram o Hino Nacional. Depois, os manifestaram se deitaram no gramado ao lado da Catedral, formando uma folha de Cannabis sativa.

O major da PM, Roger Chaves, afirmou que, sem a caracterização de uma marcha, não havia nada que a polícia pudesse fazer. Estamos só fazendo o nosso patrulhamento normal , disse.

- Só vi pessoas expondo suas idéias - explicou.

Segundo Isabella Goes, que participou da organização do movimento no Distrito Federal, o movimento não morre, daqui para frente é só crescer . Ela disse que, durante o ano, serão realizadas palestras e outras atividades para aperfeiçoar o manifesto do próximo ano. De acordo com a organizadora do evento na capital, caso a Justiça proíba a realização da manifestação novamente, a gente vai estar aqui de novo, é o direito da gente falar .

- Eu ainda vou ver, na minha geração, a maconha ser legalizada - apostou . De acordo com Isabella, a organização da marcha não é centralizada, e inclui comunidades em sites de relacionamento e o Coletivo Marcha da Maconha no Brasil, cujos organizadores ela não identificou.

- A organização do movimento está por conta de todo mundo que está aqui - explicou.