CUT reúne 500 mil em eventos pela redução da jornada de trabalho

Agência Brasil

SÃO PAULO - Cerca de 500 mil pessoas ao todo participaram hoje (1) dos quatros eventos promovidos pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Grande São Paulo, segundo estimativas da entidade. Nas festas de comemoração do Dia do Trabalho, dirigentes da central sindical discursaram, entre apresentações de artistas, e reivindicaram a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.

Arthur Henrique, presidente nacional da CUT, lembrou da aprovação da Constituição de 1988, que reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais, e afirmou:

- Vinte anos depois, colocamos como a principal pauta dos trabalhadores uma nova redução.

Segundo ele, a mudança aumentaria o número de vagas de trabalho no país e daria condições para que os trabalhadores já empregados pudessem se qualificar.

- Falam que o problema de emprego o Brasil se deve à falta de qualificação dos trabalhadores, mas como alguém consegue estudar se trabalha oito horas por dia, faz três horas extras e demora duas horas para chegar no trabalho?

Edílson de Paula, presidente da CUT-SP, também defendeu a redução da jornada em seu discurso. Cobrou também a ratificação pelo Brasil das convenções 151 (direito de greve no serviço público) e 158 (garantia de emprego contra demissão sem justa causa) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a valorização do salário mínimo.

Ele ainda pediu "consciência política" dos trabalhadores e criticou a postura de entidades de usam o Dia do Trabalho só como pretexto para festas.

De acordo com a central, em seu maior evento do dia, no Autódromo de Interlagos, estiveram presentes cerca de 300 mil pessoas. Os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e do Turismo, Marta Suplicy, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e o prefeito Gilberto Kassab foram algumas das autoridades que compareceram à comemoração.