Defesa: não há perigo em casal Nardoni ficar livre

Portal Terra

SÃO PAULO - O advogado de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá, Marco Polo Levorin, afirmou, sobre o pedido de prisão preventiva anexado ao inquérito enviado hoje ao Ministério Público, que "não há perigo deles ficarem em liberdade".

Ainda de acordo com Levorin, o habeas-corpus preventivo não foi pedido porque "a defesa entende que a situação que existia no âmbito do inquérito policial é a situação que existe hoje. Não há os requisitos autorizadores para decretação da prisão preventiva".

Levorin disse novamente que o laudo "não diz que o sangue no encosto do carro seria o de Isabella". - Lendo o laudo, a gente pode observar que não se identificou o sangue da menina na própria fralda -disse Levorin. Segundo ele, os suspeitos foram interrogados a esse respeito e a defesa só teve acesso aos laudos após o depoimento do casal. O advogado disse que esta contradição "descredencia a autoridade policial durante o interrogatório".

Ele disse ainda que não foram comprovadas marcas de vômito na camiseta de Nardoni. Ainda de acordo com o laudo, diz Levorin, não seria possível encontrar marcas de sangue no sapato de Anna Carolina.

- Afirmações que não são verdadeiras foram questionadas e afirmadas para os então interrogados -afirmou o advogado.

O advogado Rogério Neres de Souza disse que há vestígios da tela de proteção na roupa de Alexandre Nardoni porque ele teve que projetar o corpo para olhar pela janela, depois que a menina caiu do 6º andar. Ele disse que a defesa vai contratar peritos particulares para analisar a cena do crime.

Ele negou que o casal tenha feito reservas em um hotel no exterior. - A nós surpreendeu o fato dessa informação, de uma possível fuga do casal, exatamente no momento quando se pede uma prisão preventiva - afirmou Levorin. De acordo com o advogado, a defesa ficou "perplexa" com a divulgação da suposta fuga.

Ele disse ainda que as investigações da polícia tomaram apenas uma linha de trabalho.

- Talvez a primeira irregularidade significativa diz respeito a apenas uma linha de investigação - afirmou o advogado sobre o trabalho da polícia no caso.

Levorin disse ainda que os moradores do Edifício London estavam no local há pouco tempo e que muitos fatos comprovavam a falta de segurança do local. - Algumas pessoas ouvidas garantiram que no dia dos fatos pessoas ingressaram no condomínio sem ser identificadas no portão de acesso - ressaltou.

Ele lembrou também que o portão lateral do prédio dava acesso a prestadores de serviço e portadores de deficiência. De acordo com eles, pessoas entraram por lá no edifício.