MST ocupa cinco praças de pedágio no Paraná

Agência Brasil

BELÉM - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou cinco praças de pedágio nesta quinta-feira no Paraná e, segundo, a coordenação do movimento, outras unidades devem ser ocupadas até o final do dia.

Segundo o integrante da coordenação nacional do MST, Celso Barbosa, a manifestação faz parte do Abril Vermelho, que lembra o assassinato de 19 trabalhadores rurais no município de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.

- A data se transformou no Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária - afirmou Barbosa.

Os manifestantes liberaram as cancelas e os motoristas passam sem pagar a tarifa do pedágio na praça da concessionária Ecovia, na BR-277 (que liga Curitiba ao litoral), em duas praças das Viapar (Campo Mourão e Mandaguari) e em duas da Rodonorte (São Luiz do Purunã e Witmarsum).

De acordo com o coordenador, o MST reivindica a aceleração no processo de reforma agrária, com o assentamento das 150 mil famílias acampadas em todo país e a atualização dos índices de produtividade, que foram estabelecidos em 1980, com base em dados estatísticos de 1975.

Com essa atualização, a expectativa é de que propriedades rurais consideradas produtivas se revelem aptas a serem desapropriadas para a reforma agrária.

- Somente no Paraná, cerca de 6 mil famílias continuam acampadas em beiras de estradas e latifúndios ocupados há mais de quatro anos. Estamos ocupando, pacificamente, as praças como forma de mostrar nossa indignação - disse Barbosa.

Até agora, o clima é de tranqüilidade nas praças ocupadas, segundo informações do MST, confirmadas pelas concessionárias. A Policia Rodoviária Estadual acompanha as manifestações. Segundo a administração da Ecovia, na BR- 277 80 integrantes do MST chegaram em dois ônibus e liberaram as cancelas. A concessionária está buscando na Justiça a reintegração de posse. A Viapar também informou que já acionou a Justiça.