MP denuncia oito suspeitos de lavagem de dinheiro em SP

Portal Terra

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou oito pessoas presas na Operação Pirita, realizada pela Polícia Federal em conjunto com autoridades dos Estados Unidos no dia 25 de fevereiro. A maior parte dos denunciados é acusada pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraude contra investidores e formação de quadrilha.

A operação desmontou um suposto esquema utilizado por uma organização criminosa internacional que fraudaria investidores do mercado financeiro (pessoas físicas e jurídicas) de vários países, principalmente Inglaterra, Espanha, Austrália, EUA e alguns países da Ásia.

A suposta quadrilha manteria um call center em São Paulo com operadores de telemarketing fluentes em línguas estrangeiras que convenciam investidores de diversos países a venderem as ações de baixo valor a preços irrecusáveis. No ano passado, o call center foi transferido para a Argentina.

Apontado como líder do esquema, o israelense Doron Mukamal foi denunciado pelo procurador da República Rodrigo De Grandis pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude contra investidores. As brasileiras Bárbara Cardoso de Mendonça Gomes, Márcia Tito Ribeiro e Regina Célia Santarelli foram denunciadas por participação na lavagem de dinheiro da quadrilha, intermediando a compra de imóveis e outros bens.

O esquema de fraude contra investidores seria praticado por Mukamal, Regina e Márcia em parceria com mais três estrangeiros presos na operação e denunciados pelos crimes de fraude contra investidores e formação de quadrilha: os ingleses Aron John Anthony Patrick Trainor e James Michael McCann e o neozelandês Alan Craig Chard, e a brasileira Cíntia Brandolini.

Dos oito denunciados, os quatro estrangeiros estão presos preventivamente. As brasileiras foram presas temporariamente, mas responderão à acusações em liberdade.