Especialistas discutem formas de diminuir número de crianças em abrigo

Agência Brasil

RIO - Cerca de 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil. Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho Pró-Convivência Familiar e Comunitária, Cláudia Cabral, pesquisas mostram que apenas 15% desse total estão disponíveis para adoção, sendo que somente 5% correspondem aos que realmente são órfãos.

De acordo com ela, 85% das crianças e adolescentes que vivem em abrigos têm vínculos com a família.

- Eles foram afastados por motivos relacionados à violência, como exploração de trabalho ou sexual, agressões físicas e psicológicas ou por estarem morando nas ruas - disse Cláudia Cabral.

A psicóloga avalia que para diminuir o número de jovens vivendo em abrigos é preciso investir mais no trabalho com a família.

- Ao contrário do que muitos pensam, a adoção não serve como uma solução para a maior parte das crianças e adolescentes. Mas o que acontece é que investir na família, embora seja a melhor opção, também requer esforços maiores.

As alternativas para a retirada de crianças das ruas e também para evitar a longa permanência em abrigos vão ser debatidas no 1º Seminário Pró-Convivência Familiar e Comunitária do estado do Rio de Janeiro, que se realiza até amanhã (1º).

O encontro também irá discutir formas de melhorar as opções para os jovens que realmente precisam ser afastados das famílias. Entre os projetos, estão abrigos menores, onde as crianças e adolescentes poderão receber mais atenção, e os programas de acolhimento familiar, onde eles são acolhidos por uma família até que possam voltar para casa.