CPMI dos Cartões Corporativos se reúne amanhã para votar requerimentos

Agência Brasil

BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos se reúne nesta terça-feira para votar requerimentos com pedidos de informações da utilização dos cartões por servidores e autoridades do governo.

A pauta foi definida hoje pela presidente da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). Segundo ela, depois de uma consulta a parlamentares da base do governo e da oposição, a votação começará por requerimentos consensuais. Só depois é que os requerimentos mais polêmicos passarão a ser apreciados.

- Sem documentos a CPI não anda. Eu vou procurar amanhã, numa preliminar, ver pelo menos os que são consenso para depois avançar, ir para o pau e pela discussão [só votar] o que não tivermos condições [de acordo] - afirmou a senadora.

Ela reconheceu a dificuldade que a oposição enfrentará na apreciação dos requerimentos de envio de documentos considerados sigilosos.

Marisa Serrano prevê que a reunião de amanhã será marcada "por muita discussão" por conta dos vazamentos de informações de gastos da Presidência da República no último mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apresentou hoje requerimentos de convocação da chefe de gabinete da Secretaria Executiva da Casa Civil, Maria de la Soledaded Bajo Castrillo, e da secretária executiva do órgão, Erenice Alves Guerra. É à Secretaria Executiva da Casa Civil que a Presidência da República presta contas sobre o uso dos cartões corporativos.

Marisa Serrano informou que por acordo não pretende, a princípio, colocar em pauta qualquer requerimento de convocação de autoridades ou servidores do governo na reunião desta terça-feira.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), adiantou que a base aliada não permitirá a votação de qualquer requerimento, seja na CPMI ou em qualquer outra comissão, de convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para explicar o vazamento das informações sobre os gastos no governo Fernando Henrique Cardoso.