Juventude quer reconhecimento de seus direitos na Constituição

Agência Brasil

BRASÍLIA - A inclusão do termo juventude como categoria de direitos na legislação, a exemplo de idosos, crianças e adolescentes, é uma das principais resoluções aprovadas na 1º Conferência Distrital de Juventude, a ser encerrada neste domingo em Brasília.

Para Oliver Oliveira, integrante da comissão nacional organizadora do encontro, "a Constituição reconhecer que existe juventude que hoje representa 50 milhões de brasileiros é um avanço importante para a garantia de direito".

Ele também destacou a necessidade de aprovação, no Congresso Nacional, do projeto que cria o Plano Nacional de Juventude, com metas para áreas de educação e saúde. E lembrou que já tramita no Congresso proposta para elaboração do Estatuto da Juventude, "um instrumento de garantia de direito e de pressão".

Outra proposta definida no encontro iniciado ontem (29) é o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em educação e de 2% em cultura.

Para a educadora social Ana Lúcia, é necessário também que o governo implemente as políticas públicas já existentes nas áreas de educação, saúde, esporte e lazer.

- A gente entende que a juventude está no mundo das drogas porque as políticas básicas não são garantidas dentro da sua comunidade - disse.

Neste domingo, ainda serão votadas outras propostas para serem levadas à Conferência Nacional da Juventude, prevista para o final de abril. Também serão escolhidos 15 delegados, de mais de 120 candidatos, para representar o Distrito Federal.Participam da conferência distrital mais de mil jovens de movimentos estudantis, religiosos e partidários, que foram distribuídos em grupos de estudos para avaliar problemas e discutir soluções. Serão 21 as resoluções que encaminharão ao encontro nacional.